Bruno de Carvalho: «Apenas 50% do campeonato é dentro das 4 linhas»

O Presidente do Sporting é muito critico para com a arbitragem e com a comunicação social. Bruno Carvalho dá exemplos para colocar a comunicação social em xeque.
Bruno de Carvalho sublinhou esta quinta-feira que apenas 50 por cento do campeonato é decidido dentro das quatro linhas, atribuindo um papel importante a outros fatores.

“Os campeonatos não se jogam apenas nas quatro linhas e não tenho problemas em dizê-lo novamente. Acho que o futebol tem quatro componentes importantes: 25 por cento o treinador; 25 por cento o plantel; 25 por cento a comunicação social; 25 por cento tudo aquilo que envolve arbitragem, Conselho de Justiça, de Disciplina… Acho que é desta conjugação que se chega lá. O que significa que, dentro daquilo que se passa dentro das quatro linhas, estamos a falar de uma percentagem de 50 por cento. É pouco e pouco abonatório. Na nossa condição de seres humanos, o que passa à nossa volta influencia-nos, quer queiramos, quer não. Isso coloca-nos mais ou menos nervosos, mais ou menos tristes, mais ou menos depressivos. A comunicação social é, de facto, um veículo tremendo e de grande responsabilidade social. De facto, quando se diz que os clubes têm departamentos de comunicação… eles deviam ser a relação e a forma como comunicamos com os associados e adeptos. Deviam ser a forma como ‘falamos’ com a comunicação social. O problema é que, quando começamos diariamente a ser bombardeados, não é todo o ser humano que aguenta”, começou por dizer à Sporting TV.

O dirigente referiu a influência que esses fatores exteriores podem provocar numa equipa: “Se há um jogador para entrar – tirando o ponta-de-lança para o Sporting – isso quer dizer que alguém vai sair do plantel. Vamos falar da defesa, por exemplo. A defesa toda do clube começa a não perceber o que se está a passar e isso enerva. Se estivermos sempre a falar de propostas para jogadores, até pode não ter havido oferta nenhuma, mas o respetivo jogador, como ser humano que é, vai querer perceber e é normal que esse sentimento se vá alastrando pelo grupo. Isto não é inocente. Até me podem dizer que é notícia, mas não é inocente. Os timings, os momentos, não são inocentes”.

Bruno de Carvalho aproveitou para tecer fortes críticas à comunicação social.

“O ano passado, por exemplo, a saída de notas dos árbitros. Era engraçado porque eram sempre árbitros que tinham arbitrado o Sporting e tinham levado a nota negativa por um erro cometido a favor do Sporting. Isto não é inocente. Provoca pressão, ansiedade. É muitas vezes determinante. Quando se está a fazer uma competição por pontos, por metros ou milímetros… uma coisa é levar 20 pontos de vantagem! Gostava que as pessoas reparassem nas estratégias de comunicação quando os campeonatos têm uma diferença de 20/30 pontos ou quando estão a ser decididos ponto a ponto. Se calhar vão entender o que estou a dizer. A comuniação muda e não devia mudar. As notícias deviam ser iguais e não são. Para o Sporting é demasiado evidente tudo isto. O Slimani, o relatório do árbitro com o erro a favor do Sporting… Já perdi a conta. Parei com septuagésimo jogador que me perguntaram se vinha para o Sporting. Estamos a falar de uma época de mercado que começou há mês e meio e já vamos em 70 jogadores apontados. Isto é inocente? O Sporting é considerado por um jornal não desportivo o plantel mais valioso, tem quatro campeões europeus, tem jogadores de reconhecido valor e para quem os clubes olham com vontade de os ter. E o Sporting precisava de 70 jogadores? Pode parecer mania da perseguição mas não é”, rematou o presidente do Sporting.


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